quinta-feira, 11 de junho de 2009

Do peso dos olhos

10.06.2009

Ela ficou, mais uma vez, na companhia do sono.
Mais cedo estava ótimo, dizia. A cerveja valeu a pena e a nostalgia fez bem. Mas foi mais cedo. Agora, só o sono fecha seus sonhos, que se transbordam e se esparramam sobre os dias.
Dias e sonhos sem voltas, sem rodeios. Dias. E sonhos. E uma relação mal estabelecida. Uma ponte em que erros são apagados como se não deixassem marcas. Uma fonte em que litros são economizados como se não se gastasse água.
Semelhanças vazias. Muita associação e pouco cuidado. Muita reitificação e poucos reis e rainhas. Nenhum mistério a ser desvendado.
Apenas o era uma vez.
E a mão desafiando

4 comentários:

BAR DO BARDO disse...

texto envolvente...

('reitificação' leio como neologismo?)

felicidades!

Li disse...

Quase. Universo Reitificado é o mundo das descrições formais, das explicações científicas. Oposto ao Universo Consensual, da conversa despreocupada no botequim.
É PsicoSocialFrenia...

Rebecca Loise disse...

Se a mão desafia, não te desesperes, há vida.

BAR DO BARDO disse...

juro que não conhecia a palavra.

mais uma para a coleção.

obrigado!