segunda-feira, 3 de novembro de 2008

2006

Tantas pessoas, tantas vidas, uma escola. Vários sorrisos, várias brigas, vários amores e discussões. Tantos momentos. Uma historia. Aquela saudade.
São anos vividos, estudados, batalhados. Alguns mais, outros menos. Mas, como dizem, não importa a quantidade, importante mesmo é a intensidade. E foram anos intensos. Como não poderiam deixar de ser. Crianças, adolescentes, aprendendo a conviver, convivendo com adultos que querem ensinar e o que mais fazem é aprender.
E quando estamos no começo ou no meio de um caminho não damos tanto valor a ele. Às vezes passamos reto por pessoas que poderiam mudar as nossas vidas. Às vezes criamos atalhos para chegarmos mais rápido ao final. E quando tudo acaba o que mais queremos é voltar e percorrer aquele caminho todo de novo. Mas agora andando mais devagar. Agora observando cada folha, cada pedra no caminho.
Mas apesar da vontade de voltar ser grande, ela não faz o impossível. Acabamos ficando apenas com as memórias. Que não são poucas. São muitas, boas e ruins. (Pois quem fala que só guarda as lembranças boas na mente se engana*. Por mais que queiramos esquecê-las, elas ficam. Mas devemos cuidar para que não sejam maiores que as boas).
Sim, os amigos de verdade também ficam. Fazem parte das lembranças, mas também do presente. Mas quem se importa apenas com os amigos? Não será deles que sentiremos saudades, pois quando chorarmos serão eles que estarão ali do nosso lado. Mas sentiremos saudades dos colegas, dos amigos dos amigos. Da namorada do amigo e da amiga dela. Sentiremos saudade do colega discutindo com a professora, da menina chorando no banheiro, da cola na prova daquele menino que você odeia! Saudade daquele professor, daquela cantina, daquela quadra. Daquele lugar ao sol que todo mundo buscava. Saudade das brincadeiras, das musicas, daquelas risadas.
Vários momentos, várias vidas. Tantas discussões, tantos amores, tantas brigas e sorrisos. Uma saudade. Aquela escola.

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