segunda-feira, 3 de novembro de 2008

17.08.07

Tantas ideias, tantos pensamentos borbulhando, transbordando, sufocando. Enlouquecendo. É fase, é época, é normal. É tudo o que não é. E o que é agora, já não é mais. En-lou-que-cendo!
Ouvi há poucos dias que o único real que existe é o presente. É nossa única certeza. O resto é imaginação. O passado é lembrança; o futuro, esperança. Mas são ambos ilusórios. E se o presente é a nossa única certeza, pra quê pensar em outro tempo, em outro lugar, em outra situação? Há situações que somos levados para outras dimensões, mas essas, então, tornam-se o presente.
E de repente – numa epifania ou simplesmente por agora, escrevendo, eu reparar melhor nesta palavra – percebo que não é à toa que dizemos PRESENTE. É um presente: uma certeza. Pra você, dentre tantas dúvidas, questões, imagens e figuras, dou uma única certeza, de presente. De repente. E ai já não é mais.
Mas há quem viva não enxergando o presente como um presente – desabafo! –, mas como o momento de pré-sentir. Como se o sentimento – a emoção, a felicidade – estivessem sempre no futuro, e o presente só existisse para pré-sentimentos. E ai eu me pergunto, quando é o futuro? Amanhã? E amanhã, quando será o futuro? Depois de amanhã?
O futuro nunca é, o passado sempre foi. Mas é o presente o que temos. Sempre, somente, ingenuamente, brilhantemente, é só sobre o presente que podemos nos debruçar.

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